O uso inovador da energia elétrica em Santos
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No início do século XX, a energia elétrica era uma raridade. Em Santos, por exemplo, o fornecimento público era ainda incipiente, com apenas 192 casas e 180 postes elétricos em 1905. As indústrias que se instalavam precisavam buscar suas próprias soluções.

Foi o caso da Moinho Santista, empresa do Grupo Bunge, que em 1907 já operava sua primeira unidade moageira com um gerador a gás e iluminação a querosene. Mas a verdadeira virada veio em 1908, quando o Moinho inaugurou uma nova seção e importou um dínamo da Itália para gerar eletricidade para suas próprias instalações.

Essa iniciativa demonstra o investimento da Bunge em tecnologia própria para operar. Para se ter uma ideia, a cidade de Santos só começou a ter bondes elétricos em 1909, um ano depois do Moinho Santista gerar sua própria energia. Anos depois, em 1931, a Bunge continuou investindo, utilizando a eletricidade da Companhia City para alimentar os motores de um avançado sistema de ventilação central em sua nova seção de moinho, que melhorava a produtividade e as condições de trabalho. A história da Bunge em Santos ilustra como a necessidade de operar impulsionou a empresa a ser uma das precursoras na adoção e geração de energia elétrica industrial na região.

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