Considerado um dos grandes fenômenos nacionais da música instrumental da segunda metade deste século, o músico Roberto Minczuk (1967), vencedor do Prêmio Moinho Santista Juventude de 1991, tem em seu instrumento de eleição não só uma singularidade como também uma dificuldade.Ele é solista de trompa, um instrumento difícil de ser dominado e cujo repertório exclusivo é bastante restrito.Quando contava 9 anos de idade, Minczuk ouviu pela primeira vez num concerto o som da trompa. Interessou-se pelo instrumento e acabou ganhando um, ainda que antigo, de seu pai. Dois meses depois já tocava razoavelmente.Ingressou na Escola Municipal de Música de São Paulo e, em poucos anos, começou a vencer concursos. Em 1979 e 1981 conquistou o prêmio Jovens Instrumentistas de Piracicaba e em 1980 obteve, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, o prêmio Jovens Solistas.Em 1985, com apenas 18 anos, deu um grande salto em termos de projeção ao receber outros dois importantes prêmios: o de Revelação do Ano, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), e o prêmio Eldorado de Música.Em 1991, Roberto Minczuk já havia tocado na Orquestra Sinfônica Jovem, na Orquestra Sinfônica Juvenil e na Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, sob a regência de importantes maestros, como Eleazar de Carvalho, Cláudio Santoro e Diogo Pacheco.