Artista múltiplo, Menotti Del Picchia (1892-1988), como é conhecido do grande público, além de poeta, escritor e dramaturgo foi jornalista, escultor e pintor. Suas obras literárias foram traduzidas para o italiano, espanhol, alemão, francês e árabe.
Desde a adolescência este paulistano revelou sua aptidão para as letras. Embora afirmasse ser um pintor amador, sua tela Arranha-céus, doada ao Museu de Arte de São Paulo, foi considerada por Pietro Maria Bardi a melhor do modernismo brasileiro.
Trabalhou como redator em A Gazeta, O Correio Paulistano e O Anhangüera, e fundou o periódico Papel e Tinta e as revistas A Cígarra e Nossa Revista.
Recebeu, em 1968, o Prêmio Juca Pato e o título de Intelectual do Ano outorgado pela União Brasileira de Escritores. Em 1943, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.
No campo político, foi deputado estadual pelo Partido Republicano Paulista e deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro, além de diretor do Departamento de Imprensa e Propaganda em São Paulo.