Oscar Niemeyer

Considerado sobretudo um renovador em sua arte, o arquiteto Oscar Niemeyer (1907) tem as provas dessa condição pela reverência com que suas obras são mencionadas em todo o mundo. Niemeyer formou-se em 1934 pela Escola Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro. Dois anos depois participou do projeto do Ministério de Educação e Saúde – hoje Palácio da Cultura -, que tomou forma a partir de um risco do célebre arquiteto franco-suíço Le Corbusier. Mas foi em 1940, com os projetos para o novo bairro da Pampulha, em Belo Horizonte, que seu gênio criador se revelou em toda a plenitude, particularmente nas linhas da igreja de São Francisco, que fogem inteiramente aos padrões convencionais. Convidado a orientar os projetos da nova sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, em 1946, ao lado de outros dez arquitetos de renome internacional, elaborou o último projeto apresentado, que, em combinação com o trabalho de Le Corbusier, constituiu o traço do edifício destinado a revolucionar o perfil da mais importante cidade do mundo. O ingresso no Partido Comunista Brasileiro, em 1945, trouxe-lhe momentos difíceis. Niemeyer enfrentou a intolerância política dos governos brasileiro e norte-americano, que impuseram obstáculos à sua carreira, mas a iniciativa privada possibilitou a continuidade de seu trabalho, em projetos como o Clube dos 500, o edifício Copan e a fábrica da Duchen. O conjunto de pavilhões de exposição do Parque lbirapuera, cujas amplas áreas verdes foram desenhadas pelo agrônomo Augusto Teixeira Mendes, é mais uma de suas criações. Destinado às comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo, o lbirapuera tornou-se um dos cartões-postais do país. Brasília significou a consagração definitiva de Niemeyer e sua imposição no cenário internacional. Sobre um plano piloto concebido pelo grande urbanista Lúcio Costa, conservando a unidade essencial do espírito de uma cidade nova e rejeitando os antigos conceitos funcionalistas ou utilitários, Niemeyer fez de sua obra um ato de afirmação do povo brasileiro. Este foi o marco de uma nova etapa em sua carreira, em que buscava harmonizar o conceito de perenidade da obra arquitetônica com o espírito inovador da cidade, criando formas despojadas e de incontestável beleza plástica. A partir de 1964, passou a viver a maior parte do tempo no exterior e abriu escritórios em Paris, Beirute, Tel-Aviv, Argel e Milão. São dele, entre outros, os projetos da editora Mondadori, em Milão, e da sede do Partido Comunista Francês, em Paris, e o plano urbanístico do Algarve, em Portugal. As idéias e concepções artísticas de Niemeyer estão nos artigos escritos para a revista Módulo, fundada por ele e que permaneceu viva por onze anos (1955-1965), e nos livros Minha expriência em Brasília, Viagens: quase memórias e Minha vida de arquiteto. Aos 90 anos, Niemeyer mantém-se atuante e com a mesma sensibilidade em tudo o que concebe. Suas obras mais recentes no Brasil incluem o Memorial da América Latina e o Parlamento Latino-americano, em São Paulo.

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