Os estudos desenvolvidos pela engenheira florestal Margarete Marin Lordelo Volpato (1966) representam contribuição de grande valia para a abordagem de questões ligadas ao meio ambiente e geraram, sobretudo, uma nova metodologia para o estudo da regeneração natural, com aplicabilidade prática e utilidade econômica. Este trabalho, que lhe valeu o Prêmio Santista Juventude, está consubstanciado em sua dissertação de mestrado, concluída em 1993 e intitulada “Regeneração natural em uma floresta secundária no domínio da Mata Atlântica – uma análise fitossociológica”.
Sua pesquisa demonstra que, embora 95% da Mata Atlântica já tenham sido desmatados, as espécies vegetais ainda não foram extintas. Para chegar a essas conclusões, analisou mais de 2.800 plantas, de 34 famílias e 95 espécies. Utilizando um índice denominado RNC, pôde apontar quantas plantas conseguiriam atingir a fase adulta e, em conseqüência, quantas poderiam ser exploradas comercialmente sem causar danos ecológicos.