Manuel Bandeira

Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho (1886-1968), ou simplesmente Manuel Bandeira, certa vez definiu-se como”poeta menor”. No entanto, esse pernambucano tornou-se um clássico entre os poetas modernos, com uma trajetória que abrange da musicalidade difusa do simbolismo às experiências da poesia espacial e concreta. Embora não tivesse presente na Semana de Arte Moderna de 22, no Teatro Municipal de São Paulo, seu poema Os sapos, uma sátira aos parnasianos, foi lido para a platéia. Mais velho do que os jovens modernistas paulistanos – contava na época 36 anos -, Bandeira ganhou de Mário de Andrade a carinhosa definição de”São João Batista do movimento”.Com exceção dos momentos em que lecionou português no Colégio Pedro II e literatura hispano-americana na Universidade do Brasil, toda a sua vida foi dedicada à literatura em forma de poesias, crônicas literárias, ensaios e traduções.Seu terceiro livro, Poesias, que reúne os dois anteriores e o inédito Ritmo dissoluto, mostra a bem-sucedida incorporação de termos prosaicos na poesia brasileira.Bandeira apresentou a mesma desenvoltura ao escrever sonetos, redondilhas, haicais e poesia concreta. Traduziu com mestria Shakespeare, García Lorca, Schiller e Hõlderlin.

Entre em contato
Envie-nos um e-mail
[email protected]
Rua Diogo Moreira, 184 - 5° andar
Pinheiros - CEP 05423-010 - São Paulo, SP
Tel.: +55 11 3914-0846
Assessoria de imprensa
GBR Comunicação

We use cookies

We use cookies to improve your experience on this website. You may choose which types of cookies to allow and change your preferences at any time. Disabling cookies may impact your experience on this website. You can learn more by viewing our Cookie Policy.