Com obras traduzidas para cerca de cinqüenta idiomas, muitas delas adaptadas para cinema, teatro, rádio e televisão, Jorge Amado de Faria (1912) é o romancista brasileiro mais conhecido internacionalmente. Seu gosto pela literatura foi despertado na adolescência pela leitura de autores clássicos, e aos 15 anos começou a publicar seus primeiros escritos em jornais e revistas. Em 1930, quando se mudou para o Rio de Janeiro, já trazia consigo os originais de seu primeiro romance, O país do carnaval, publicado em 1932. No ano seguinte, influenciado por Rachel de Queiroz, iniciou sua militância política e passou a interessar-se pelo realismo socialista. É desta época o romance Cacau, para o qual transpôs fatos ocorridos no interior da Bahia e de Sergipe. Ainda na década de 30 conheceu a América Latina e passou a escrever sobre seus personagens. São desta fase Jubiabá (1935) e Mar morto (1936). A partir de então, suas obras começaram a ser traduzidas para vários idiomas.
Suas pesquisas sobre o ciclo do cacau na Bahia inspiraram os romances em que tratou das lutas entre os coronéis e os exportadores, como Terras do sem-fim (1942) e São Jorge dos Ilhéus (1944).
Eleito deputado federal em 1945 pelo Partido Comunista Brasileiro, teve seu mandato cassado. Viajou então pela Europa e pela Ásia por cinco anos. Voltou ao Brasil em 1952 e se dedicou à produção de crônicas de costumes provincianos, temperadas com sensualidade e bom humor, como Gabriela cravo e canela (1958), Dona Flor e seus dois maridos (1967) e Tenda dos milagres (1970).
É membro da Academia Brasileira de Letras desde 1961.