Nascida em 1937 na cidade de Budapeste, Hungria, a bailarina e coreógrafa Marika Gidali tem uma rica história de vida. Emigrou para o Brasil aos 10 anos, fugindo aos horrores da 2ª Guerra Mundial, e deixou aflorar sua habilidade artística. Desde a infância já demonstrava seu talento de bailarina apesar de não ter características físicas ideais. Superou todos os desafios e provou a maestria de seu trabalho ao criar, em parceria com o seu companheiro Décio Otero, o Ballet Stagium, em 1971. Em suas criações inovadoras passou a utilizar vertentes universais da dança aliada aos aspectos tipicamente brasileiros. Como suas produções eram adaptáveis aos diferentes tipos de espaço, levou as apresentações para os pátios de escolas públicas localizadas nos centros periféricos, para as favelas, igrejas, praias, parques, hospitais e estações de metrô e até às terras indígenas do Alto e Baixo Xingu e às águas do Rio São Francisco. Antes que muitos despertassem para a força que a dança pode ter no processo de inclusão social, Marika já levava a arte aos menos favorecidos. O Ballet Stagium, hoje, desenvolve um importante trabalho de cunho social –projetos Teatro-Escola, Professor Criativo, Stagium na Febem e Projeto Joaninha – atuando na formação de crianças e jovens carentes ou em situação de risco, em parceria com as escolas públicas e com a Febem. Intérprete e diretora teatral de alto nível, ao longo dos anos, contribuiu também para a formação de talentosos intérpretes, coreógrafos, solistas, professores, pesquisadores e pensadores. Marika marcou presença nos Festivais Internacionais da América do Norte, de Paris, do México, da Espanha, da Hungria, da Itália, da Suíça, de Cuba e de Taipei. Nos seus 50 anos de carreira acumulou prêmios importantes como o Sócio-Educando Ilanude, concedido pela Unicef em 2000, o Mérito Artístico de Dança da Unesco, em 1988 e o Prêmio Pirandello, em 1984 e 1985, além da Medalha de Cavaleiro da Ordem do Barão de Rio Branco.Contato: Ballet Stagium – Tel: (11) 3062-3451 – E-mail: [email protected]