Nascida em Fortaleza no ano de 1910, a romancista Rachel de Queiroz é autora de uma vasta obra literária. Estreou em 1927, com o pseudônimo de Rita de Queiroz, publicando trabalhos no jornal O Ceará.
Três anos mais tarde, publicou o romance O Quinze, que relata os horrores da seca, motivo que a fez migrar para o Rio de Janeiro, em 1917.
Nesta época, com apenas vinte anos, já se projetava na literatura brasileira, retratando em suas obras características de nossa cultura regional.
Em 1932, publicou novo romance, intitulado João Miguel e, cinco anos depois, Caminho de pedras. Além de romances, Rachel publicou mais de duas mil crônicas, que resultavam nos livros A donzela e a moura torta; 100 Crônicas escolhidas; O brasileiro perplexo e O caçador de tatu.
Colaborou com diversos periódicos, entre eles Diário de Notícias, O Cruzeiro, Diário de Pernambuco, O Estado de S. Paulo e outros. Escreveu, também, três peças de teatro: Lampião (1953), A Beata Maria do Egito (1958) e O padrezinho santo. No campo da literatura infantil, escreveu O menino mágico. Destaca-se, ainda, como tradutora, com cerca de quarenta volumes traduzidos para o português.
Conquistou diversos prêmios, entre eles o Prêmio Nacional de Literatura de Brasília; a Medalha Rio Branco, do Itamarati; a Medalha do Mérito Militar no grau de Grande Comendador e o título de Doutor Honores Causa pela Universidade Federal do Ceará.
Rachel de Queiroz é a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras e a integrar a galeria de vencedores do Prêmio Santista.