Antônio Houaiss (1915) notabilizou-se como filólogo, mas atua também nos campos da crítica literária, da lexicografia e da tradução. Quando estudante de letras clássicas na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, destacou-se ao fazer a restauração textual e a análise crítica de um texto do Padre Anchieta.
Seu livro Introdução ao texto crítico das Memórias póstumas de Brás Cubas, publicado em 1959, fixou as bases da crítica textual para a obra de Machado de Assis. Em Seis poetas e um problema, realizou um trabalho de interpretação de poetas antigos e atuais. Crítica avulsa traz uma coletânea de seus artigos publicados na imprensa.
Ao lançar Tentativas de descrição do sistema vocálico do português culto na área dita carioca, em 1959, deu uma importante contribuição ao campo da fonética.
Como tradutor, tornou-se famoso pelas versões feitas para o português de dois clássicos do escritor irlandês James Joyce, o revolucionário Ulisses e O gato e o diabo.
Antônio Houaiss foi organizador e editor-chefe das enciclopédias brasileiras Delta-Larousse e Mirador Internacional e participou da comissão acadêmica que coordenou os trabalhos de elaboração do Vocabulário ortográfico da língua portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, publicado em 1981.
Atualmente dirige o projeto de elaboração de um grande dicionário da língua portuguesa e participa do processo de unificação ortográfica dos países de língua oficial portuguesa.
Antônio Houaiss é membro da Academia Brasileira de Letras desde 1971.