Médico e bioquímico, Carlos Alexandre Netto (1959) tem na neurobiologia da memória sua área de interesse principal. Os estudos que realizou revelaram que o animal só libera b-endorfina quando é exposto a uma nova situação. Primeira demonstração de um correlato neuro-humoral da novidade, esse trabalho foi apresentado à Academia de Ciências de Nova York e inaugurou uma nova linha de pensamento na bioquímica, baseada na relação entre o sistema b-endorfínico cerebral e o processamento da informação. Pela relevância desses estudos, desenvolvidos a partir de sua dissertação de mestrado”O papel do sistema b-endorfínico cerebral na modulação da memória”, mereceu o Prêmio Santista Juventude.Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Alexandre Netto também se dedica a estudos sobre dor e analgesia, ecotoxicologia comportamental, neurofarmacologia da habituação e mecanismos dos efeitos do eletrochoque convulsivo.