A modernização das pesquisas de genética no Brasil deve muito ao empenho de Crodowaldo Pavan (1919), pioneiro dos estudos genéticos de drosófilas no país.Com Theodosius Dobzhansky e André Dreyfuss, iniciou em 1942 estudos sobre variabilidade genética, ecologia e genética de populações de drosófilas tropicais, inaugurando uma nova área de pesquisa no país. A comparação dos resultados obtidos com os de estudos feitos em clima temperado levaram a uma nova postura em relação à teoria da evolução.Em 1950, Pavan descobriu as características biológicas excepcionais do inseto brasileiro Rynchosciara angelae, o que serviu de base para trabalhos sobre fisiologia cromossômica e diferenciação celular.Os enormes cromossomos politênicos desse inseto permitiram a primeira visualização clara de como funcionam os genes durante o desenvolvimento do organismo e inspiraram tese sobre os efeitos de vírus nos cromossomos.Com a abertura dessa nova área de pesquisa e a demonstração de que certos genes duplicam-se mais do que outros durante o desenvolvimento, a biologia teve de rever o antigo conceito segundo o qual todas as células do organismo tinham o mesmo conteúdo de DNA.