Quando elaborou o plano piloto de Brasília, o arquiteto e urbanista Lúcio Costa (1902 – 1998) tinha em mente um mundo mais humano, socialmente mais justo e mais belo – e uma cidade que seria, intencionalmente, uma obra de arte.
Lúcio Costa renovou o pensamento artístico e arquitetônico no país. Antes da construção de Brasília, já havia participado de obras representativas. Em 1936, quando dirigiu a equipe responsável pelo projeto da sede do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro, hoje Palácio da Cultura -, convidou o arquiteto Le Corbusier para opinar, e este fez, o traço inicial. Na mesma época, projetou a Cidade Universitária da ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, e, com Oscar Niemeyer, o pavilhão brasileiro da Feira Mundial de Nova York. Entre seus principais trabalhos inclui-se também a Casa do Brasil, na Cidade Universitária de Paris, projetada em 1950. Também no início dos anos 50 recebeu prêmio da Bienal de São Paulo pelos prédios de apartamentos no Parque Guinle, no Rio de Janeiro. Em 1969, elaborou o plano diretor para a reurbanização da Barra da Tijuca, também no Rio.
Sua produção teórica é fundamental para o desenvolvimento do ensino da arquitetura e do urbanismo. Publicou, entre outras obras, Razões da nova arquitetura (1930); O arquiteto e a sociedade contemporânea (1952); A crise da arte contemporânea (1959); e o livro de memórias Lúcío Costa – registro de uma vivência (1995).