Se o modernismo significou novos ares para a literatura brasileira, Alceu Amoroso Lima (1893-1983) representou a reflexão madura acerca dessas novas tendências poéticas.Amoroso Lima iniciou sua carreira literária quando ainda era jovem, ao colaborar em diversos órgãos da imprensa. Foi diretor da revista A Época em 1912 e crítico literário de O jornal, no Rio de janeiro, entre 1918 e 1945.De 1947 em diante, passou a escrever para os principais jornais brasileiros, como Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, Folha da Manhã, de São Paulo, A Tríbuna, de Recife, e Jornal do Povo, de Porto Alegre. Colaborou ainda em diversos órgãos de imprensa estrangeiros, entre os quais La Prensa, de Buenos Aires, e Diário Ilustrado, de Lisboa. Estudos (1927-1935) e Introdução à literatura brasileira (1956) são dois de seus principais trabalhos como crítico literário, função na qual desempenhou importante papel em defesa do modernismo, reconhecendo a importância estética e histórica desse movimento.O conjunto de sua obra alcança 35 tomos e aborda crítica e história literária, religião, questões sociais, jurídicas, políticas, econômicas, assuntos referentes à pedagogia e à psicologia, além de temas relacionados aos problemas sócio-econômicos do Brasil. Grande incentivador da criação do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1935 tornou-se membro do Conselho Nacional de Educação, sendo três anos mais tarde empossado como reitor da Universidade do Distrito Federal. Ministrou cursos de civilização brasileira em Paris e Nova York. O livro O espírito universal, publicado em 1957, resultou de sua ampla experiência no magistério.Em 1935 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras e, ao longo de sua vida, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais.