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Centro de Memória Bunge

2021: 104 anos da morte de Oswaldo Cruz

02 de agosto de 2021
Moinho Flu

Médico e cientista foi pioneiro no estudo das moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil

Em 2021, completam-se 104 anos desde o falecimento de Oswaldo Cruz, pioneiro no estudo das moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil. O médico e cientista especializou-se como bacteriologista, epidemiologista e sanitarista. No Rio de Janeiro, foi responsável por uma campanha sanitária de combate às principais doenças na, até então, capital federal do Brasil: a varíola, a peste bubônica e a febre amarela. Na época, o Rio de Janeiro sofria com sérios problemas de saúde da população.

Em 1904, com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população, mas uma forte manifestação contra a Lei da Vacinação Obrigatória e também contra os serviços públicos prestados na época culminou na chamada Revolta da Vacina.

O estopim da revolta foi a publicação de um projeto de regulamentação da aplicação da vacina obrigatória no jornal A Notícia. O projeto exigia comprovantes de vacinação para a realização de matrículas nas escolas, para obtenção de empregos, viagens, hospedagens e casamentos.
Caso a determinação de vacinação obrigatória não fosse atendida, o cidadão estaria sujeito a multa. Quando a notícia vazou pela imprensa, a revolta da população foi ainda maior, o que provocou uma série de manifestações com conflitos generalizados por volta de uma semana.

O palco principal das manifestações na cidade foi o Moinho Fluminense, na época sob o comando da Bunge, e primeira fábrica de moagem de trigo no País. Embora a vacinação obrigatória tenha sido o deflagrador da revolta, logo os protestos passaram a se dirigir aos serviços públicos em geral e aos representantes do governo, em especial contra as forças repressivas.
Em 16 de novembro foi, enfim, proclamado o Estado de Sítio e o cancelamento da vacinação obrigatória. Logo após, a Lei da Vacina Obrigatória foi modificada e a utilização da vacina tornou-se opcional.

Após o acontecimento, mais precisamente a partir dos anos 1970, a utilização de vasto material informativo, como cartazes, folhetos e manuais; a adesão de celebridades às campanhas em TV e rádio; a criação dos Dias Nacionais de Vacinação e do personagem Zé Gotinha, foram formas encontradas pelo País de promover a vacinação e erradicar a varíola e a poliomielite, além de controlar doenças como febre amarela, sarampo e rubéola.