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Prêmio Fundação Bunge homenageia escritores de Literatura Infantojuvenil e pesquisadores da área de Ciências Agrárias

Publicado em 05/11/18 às 19h30 envie a um amigoenvie para um amigo

São Paulo, novembro de 2018 – A cerimônia de entrega da 63ª edição do Prêmio Fundação Bunge será realizada no dia 13 de novembro, às 19h30, na sede do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em São Paulo (SP). Neste ano, na área de Letras: Literatura Infantojuvenil, o prêmio irá homenagear o escritor indígena Daniel Munduruku e a escritora, de apenas 14 anos, Nina Krivochein. Na área de Ciências Agrárias: Serviços Ambientais para o Agronegócio, serão contemplados o físico Silvio Crestana e o engenheiro agrônomo Pedro Henrique Brancalion. 

O Prêmio Fundação Bunge incentiva a inovação e disseminação de conhecimento, reconhece profissionais que contribuem para o desenvolvimento da cultura e das ciências no Brasil e estimula novos talentos. Desde a criação, já foram homenageadas mais de 190 personalidades, entre elas os escritores Jorge Amado e Ruth Rocha, o arquiteto Oscar Niemeyer, o médico e pesquisador Carlos Chagas Filho, o cientista político Fernando Abrucio e o engenheiro agrônomo Eurípedes Malavolta, entre outros.

Confira o perfil dos homenageados deste ano, indicados por um grupo de universidades e instituições científicas e culturais do Brasil: 

 

Área de Letras: Literatura Infantojuvenil

Categoria Vida e Obra - Daniel Munduruku é autor de mais de 50 livros que destacam e preservam a cultura indígena e reconhecido por seus leitores, professores e bibliotecários como um dos principais autores de literatura indígena para crianças e jovens. Formou-se em Filosofia, tem licenciatura em História e Psicologia, é doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Além de escrever livros, é fundador do Instituto UKA – Casa dos Saberes Ancestrais, uma instituição sem fins lucrativos que atua na área de educação, proporcionando mais conhecimento da Lei Federal 11.645, que instituiu a obrigatoriedade da temática indígena no currículo escolar brasileiro. Nos últimos oito anos, mais de 30 mil educadores de várias regiões do Brasil foram treinados para abordar a cultura indígena em sala de aula. Além de medalha de ouro, Munduruku receberá o prêmio de R$ 150 mil. 

Categoria Juventude - Nina Krivochein é uma adolescente de 14 anos autora de três livros que tem despertado o interesse pela leitura em milhares de crianças pelo Brasil. Sua primeira obra, A Vaca Que Não Gostava de Pasto, foi escrita aos seis anos, em 2011, está na segunda edição e foi adotada como material didático para alfabetização de alunos do ensino fundamental de escolas públicas. Nina nasceu em Luziânia (GO), mas há dois anos vive em Santo Tirso, no Distrito do Porto, ao Norte de Portugal, onde dá continuidade aos estudos na Escola da Ponte, uma instituição de ensino público que é referência mundial por adotar um método de educação baseado na perspectiva de construção de autonomia, abolindo provas, ciclos e séries, reunindo os estudantes como educadores de seus pares. Segundo Nina, a mudança tem apurado seu estilo de escrita e inspirado novas obras. Além de medalha de prata, a escritora receberá a quantia de R$ 60 mil. 

 

Área de Ciências Agrárias: Serviços Ambientais para o Agronegócio

Categoria Vida e Obra - Silvio Crestana é físico, pesquisador e um dos fundadores da Embrapa Instrumentação Agropecuária, centro de pesquisa ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Graduado e com mestrado e doutorado em Física pela Universidade de São Paulo, Crestana ganhou destaque internacional como cientista pelo trabalho pioneiro de introdução da tomografia computadorizada na Ciência no Solo. Há mais de 30 anos, Crestana contribui com estudos na área da Física e já publicou mais de 200 trabalhos científicos em revistas e congressos no Brasil e no exterior. Além de medalha de ouro, Crestana receberá o prêmio de R$ 150 mil. 

Categoria Juventude - Pedro Henrique Brancalion é engenheiro agrônomo e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP). Está à frente do Laboratório de Silvicultura Tropical da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) na USP, considerada uma das melhores do mundo nos rankings de ciências agrárias. Em agosto deste ano, Brancalion também revelou potenciais fraudes na exploração de madeira na Floresta Amazônica em estudo publicado na revista Science Advances, principal publicação científica do mundo. Além de medalha de prata, o pesquisador receberá a quantia de R$ 60 mil. 

 

Sobre a Fundação Bunge

A Fundação Bunge, entidade social da Bunge no Brasil, há mais de 60 anos atua em diferentes frentes com o compromisso de valorizar pessoas e somar talentos para construir novos caminhos. Suas ações estabelecem uma relação entre passado, presente e futuro e são colocadas em práticas por meio da preservação da memória empresarial (Centro de Memória Bunge), do incentivo à leitura (Semear Leitores), do voluntariado corporativo (Comunidade Educativa), do desenvolvimento territorial sustentável (Comunidade Integrada) e do incentivo às ciências, letras e artes (Prêmio Fundação Bunge).


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