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Prêmio Fundação Bunge 2016

INTEGRANDO O PAÍS COM MAIS INTELIGÊNCIA

Administrar a economia de um país do tamanho do Brasil significa vencer grandes distâncias. Todos os dias, homens, animais, matérias-primas e bens manufaturados que compõem a riqueza da nação se movem por milhares de quilômetros, numa logística que precisa ser cada vez mais eficiente. A INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES – um dos temas contemplados pelo Prêmio Fundação Bunge em 2016 – é parte crucial dessa equação e, no Brasil, ainda tem muito a desenvolver.

Enquanto, universalmente, preconiza-se uma logística intermodal de transporte de cargas para reduzir custos, no Brasil temos caminhões fazendo imensas viagens por estradas, devido à carência de trechos contínuos de ferrovias ou de hidrovias que possam se integrar à malha rodoviária de maneira mais inteligente. E, se por um lado é mais barato e fácil construir estradas, por outro, sua manutenção é inquestionavelmente mais cara do que a de outros modais. Ganha-se no curto prazo, mas perde-se no longo prazo, o que se agrava quando se sabe que a economia brasileira é baseada em commodities, produtos de baixo valor agregado. Na prática, vendemos produtos baratos que se tornam caros – e menos competitivos – por causa do frete.

Mas não é só no âmbito das viagens interurbanas e interestaduais que a Infraestrutura de Transportes apresenta desafios. Também dentro das grandes cidades o setor requer atenção, sendo cada vez mais necessárias soluções de mobilidade que privilegiem um transporte público de qualidade, acessível, orientado para o desenvolvimento urbano e ecologicamente mais correto do que o transporte individual, que responde por grande parte das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.

Não que os desafios sejam simples e as respostas estejam dadas. Mas a Ciência está aí para nos auxiliar. Talvez, concebendo ferrovias, estruturas de navegação mais econômicas; ou produzindo materiais de pavimentação mais resistentes; ou desenvolvendo melhores roteirizadores, algoritmos capazes de traçar rotas mais eficientes em termos de custo e distância; ou implementando planos de mobilidade urbana mais adequados ao desenvolvimento sustentável.

A Ciência, certamente, dirá e o papel do Prêmio Fundação Bunge é dar luz a isso.