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Progressão continuada: você é a favor ou contra?

  • 04/03/11 às 11h00

O Ministério da Educação (MEC) sugeriu recentemente que as escolas aprovem em regime de progressão continuada alunos nos primeiros anos do Ensino Fundamental, criando um ciclo de alfabetização de três anos. Na prática, isso significa que os alunos só poderiam ser reprovados na passagem do terceiro para o quarto ano.

Alguns estados e municípios já adotam, em suas escolas públicas, o sistema de progressão continuada (com possibilidade de reprovação em algumas séries específicas), como é o caso do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal. Desta forma, o aluno que apresenta dificuldades de aprendizado no segundo ano, em vez de ser reprovado, recebe atividades de reforço para estar apto para a aprovação ao final do ciclo.

De acordo com especialistas, a progressão continuada evita o atraso escolar (alunos com idade superior à esperada para determinada série) e diminui os índices de evasão escolar (quando a criança sai e não volta mais para a escola), que têm aumentado entre alunos nos primeiros anos de estudo – pesquisas mostram que os alunos que mais abandonam as escolas são os reprovados nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Além disso, experiências no exterior mostram que a progressão continuada renova o interesse pela sala de aula entre os alunos com mais dificuldade.

Alguns professores, no entanto, alertam que falta estrutura para colocar a ideia em prática. Problemas como a superlotação das salas de aula dificultam que o aluno participe de atividades voltadas à superação de suas dificuldades de aprendizado. Neste caso, o risco é que o conceito de progressão continuada seja reduzido a uma simples “aprovação automática”.

E você, é a favor da progressão continuada? Considera a medida eficaz? Por quê?

 

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  • 11/03/11 às 11h15
  • Por: Suintila Valiño Pedreira

Sou contra. Se por um lado a progressão continuada possivelmente diminuiria a evasão escolar, por outro lado, está criando uma geração de alunos que se acostumou a ser sempre ajudada, sempre "empurrada". Os efeitos nefastos dessa política acabam se refletindo no ensino médio, que hoje é visto como o novo vilão do sistema educacional exatamente por isso. Os alunos chegam nele despreparados, alguns até incapazes de ler e de escrever corretamente, impossibilitando que o professor desse ciclo consiga realizar um bom trabalho. O correto não é eliminar a reprovação... é saber tratar a reprovação como uma fase de um processo. Nós brasileiros não sabemos lidar com a derrota. Não somos educados para aceitá-la e superá-la... esse é o gargalo!

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  • 11/03/11 às 12h15
  • Por: ana cristina monsores

Sou contra, a educação está se deteriorando e temos cada vez mais analfabetos adultos e funcionais, acredito que o maior benefício que o sistema possa trazer, esteja direcionado a tentar burlar números de ONU, UNESCO, com a simples pretensão de subir degraus num hanking mundial de formação e diminuição do índice de analfabetismo no país, por simples pretensão de disputas de partidos políticos. Isso provocará a médio prazo, um desastre nos profissionais de formação de base, congelando inclusive o crescimento tão cobiçado e pretendido pelo país no cenário internacional. Um país de ponta, não pode burlar e esconder atrás de aduteração e disfarce, os números e reais resultados da educação de seus cidadãos. Nem pode enganar a eles mesmos e negar-lhes essa dignidade. Quem não está apto, não pode queimar etapas em benefíco de cobiça de corruptos a enterrar nosso país. Olhem e copiem, o modelo coreano, chinês, de educação e cultura por imersão. Capacitar educadores sim, mas no modelo antigo, de mestres, sacerdotes de profissão que eram professores pra vida e não pra debilidade e cumplicidade em maus interesses. E que os pais não interfiram, enxergando através da visão tendenciosa e interesseira dos filhos a querer impressioná-los e se justificar, mal e equivocadamente, mestres de boa vontade e paciência que lutam pela boa formação e não estão em sua doação a ser cúmplices de crianças mimadas e adolescentes tortuosos. Mais: assistência de oftalmologistas, psicólogos, fonoaudiólogos e profissionais que possam ajudar especialmente os alunos que realmente esbarrem em alguma dificuldade verdadeira. Isso é direito constituído em nossa Carta Magna e através dos impostos extorcivos que nos tiram todos os dias, durante quase 5 meses de suor no ano. Essa é mais uma face do assistencialismo, disfarçada.

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  • 11/03/11 às 17h45
  • Por: cybelemeyer

Sou favorável a progressão continuada nesta fase escolar e justifico. Um aluno de 6, 7 ou 8 anos não consegue abstrair o que seja uma reprovação, assim como ainda conserva todo o encantamento e curiosidade responsáveis pelo favorecimento da aprendizagem. Não há momento mais incrível na alfabetização do que quando o “clic” acontece e o aluno percebe que a junção de diferentes sílabas origina palavras que ele consegue lê-las. Ficam extasiados ao lerem bolo e ao perceberem que se inverterem lêem lobo. Só quem já alfabetizou sabe o que isto significa. Este acontecimento é um abre-portas e a criança começa a ler tudo o que encontra pela frente seja na rua, no supermercado, nas revistas... A criança nesta idade ainda traz interiorizada a curiosidade para as descobertas, a mesma de quando começa a andar e quer mexer em tudo, só que com o foco neste novo mundo que a escola o ajudou a descobrir. Portanto, se a criança não apresenta nenhum problema neurológico ou qualquer outro fisiológico, e não aprende, é porque não foi trabalhada como deveria. Há inúmeros fatores que levam a este resultado, inclusive o citado no texto inicial “Problemas como a superlotação das salas de aula dificultam que o aluno participe de atividades voltadas à superação de suas dificuldades de aprendizado”. Reprovar um aluno, que nem imagina(devido a idade) o que isto significa, e não sendo ele o responsável por esta falta de aprendizagem eu sou contra. Sou a favor da reprovação, ano a ano, após o quinto ano quando o aluno já tem maturidade e autonomia para identificar suas dúvidas e sabe qual o caminho para supri-las. Sou favorável sim, a que se disponibilize ambiente favorável à aprendizagem e isto envolve quantidade de alunos em sala, ajudante de classe e reforço em período contrário.

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  • 15/03/11 às 10h45
  • Por: Marco Petucco

Concordo com a cybelemeyer. Acho a medida válida e justa, desde que bem aplicada.

Está mais do que comprovado que a reprovação nos primeiros anos de escola é uma das principais causas da evasão escolar. O aluno, principalmente o da rede pública precisa de atividades e avaliações que o incentive a continuar estudando, e não de motivos para desanimar e desistir da escola.

Só para citar três motivos de desistência que a retenção pode causar: 1. o fracasso pode fazer com que o aluno pense que "aquilo não é pra ele" e que nunca vai conseguir aprender; 2. o aluno pode desanimar por ter de entrar numa turma nova, separando-se dos colegas que passaram de ano; 3. o aluno pode desanimar pela vergonha que o atraso escolar gera (ter que estudar com alunos um ou dois anos mais novos, o que, nesta fase da infância, faz muita diferença).

Mas, como bem disse o texto que abre a discussão, a progressão continuada só funciona se as escolas e professores tiverem condições de dar a devida atenção aos alunos com mais dificuldades, para que estas sejam superadas.

Não à aprovação automática; sim à progressão continuada.

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  • 15/03/11 às 14h15
  • Por: Mônica Farias

Como vários modelos e propostas de governos nas áreas de saúde, segurança pública, entre outras, esta proposta do MEC é perfeita. Em teoria e no papel - tal qual o SUS, reconhecido mundialmente pelos avanços que traz no acesso universal à assistência à saúde , mas que, sabemos todos, é na verdade o tipo de serviço que se deseja apenas para inimigos.

A progressão continuada é assim - uma grande ideia que precisa de uma estrutura séria para vingar. Se este pre-requisito óbvio não for atendido, vai ser mais uma ideia brilhante que vai decepcionar.

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  • 18/03/11 às 11h00
  • Por: danilo goncalves pinheiro

sou contra , pois a progressão continuada como já falou os existem pontos negativos e é justamente nestes pontos que não temos a certeza que o aluno realmente aprendeu o que foi passado durante os tres anos

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  • 23/03/11 às 00h15
  • Por: Waltecy Alves dos Santos

É vergonhosa a defesa do Ministério da Educação da progressão continuada, ou melhor, da "promoção automática". Esse modelo já nasceu falido e visa apenas diplomar analfabetos funcionais. Fundação Casa sempre cheia! Cadeias cada vez mais lotadas! Doutores exterminando pacientes! O Brasil contratando engenheiros de outros países pra não correr o risco de ver prédios caírem (rs...). A educação em nosso país é isso ai, diplomar analfabetos pra fugir do índice alíissimo de analfabetos (rs...). De acordo com o dicionário Luft da Língua Portuguesa, a palavra diplomar significa: “conferir diploma a alguém”, e podemos afirmar que é precisamente isso que nossos governantes estão fazendo – um esforço muito grande em diplomar crianças, adolescentes e adultos para cumprir com as metas de educação traçadas pela ONU ( Organização das Nações Unidas) – até 2015 reduzir em 50% o número de analfabetos. Vale tudo pra ficar bem na fita lá fora ... né !

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  • 24/03/11 às 11h30
  • Por: Wanessa Costa

Não sou a favor, porque acredito que a crianças não vão levar a sério a escola, além do mais, quando as crianças com mais dificuldade, estiverem no terceiro ano, sentirão vergonha por não acompanhar os demais.

Considero que o sistema de avaliação anual, faz com que as crianças se policiem a acompanhar o ritmo das aulas, evoluindo conforme o professor vai expondo as novas matérias.

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  • 13/05/11 às 12h00
  • Por: Maria Helena Marques Rovere

Sou favorável. A escola precisa ser considerada como um lugar que zela por medidas de não-exclusão de alunos pelo sistema escolar e que se compromete com a realização de uma aprendizagem bem-sucedida, que respeite o tempo e o modo de aprender de cada um. É uma instituição que está a serviço do aluno, promovendo o seu desenvolvimento, criando novas oportunidades e condições necessárias para o exercício da cidadania e cidadania não é privilégio de poucos, considerados “bons alunos”; mas um direito de todos, o que inclui os rotulados de “maus alunos”. Se uma criança vai diariamente à escola, ao longo de três anos e não aprende, e não consegue se alfabetizar, chegando ao 4º ano sem saber ler e escrever, alguma coisa está errada e ela não pode ser penalizada por esse erro. A progressão continuada não se resume à aprovação automática, mas dá ao aluno que não está aprendendo, uma oportunidade de melhorar sua aprendizagem. Certamente, que para que essa oportunidade realmente aconteça, é preciso um novo modelo de educação que altere a concepção de ensino, de aprendizagem e de avaliação. Para que um novo conceito de escola, de professor, de aluno, de aprendizagem realmente se estabeleça rompendo paradigmas, superando mitos. É necessário e urgente encaminhar com seriedade e compromisso os caminhos para aperfeiçoar a educação. A dificuldade e a falta de estrutura para colocar a ideia em prática é um desafio que deve ser discutido e enfrentado; o que não podemos é, diante do desafio, retroceder e tornar a legitimar a reprovação como medida de aprendizagem. Se a educação é um direito de todos, como consta da Constituição Federal de 1988, então precisa criar ações efetivas para defender o princípio de que toda pessoa pode e tem o direito de aprender.

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  • 22/05/11 às 19h30
  • Por: solange

como posso ser a favor de uma decisão anti democrata pelo que eu saiba não houve da parte dos governantes a iniciativa de ofereverem aos pais a possibilidade de oferecer a nós o direito de uma eleição para essa proposta vocês ´so prejudicarão crianças e jovens que não tem idéia do que significa progressão continuada para eles é não preciso estudar porque eu passo mesmo com isso os pais se tornarão os vilões da história com cobranças sobre estudar em casa ,ler mais,sem estudo você não tem futuro melhor e todos os argumentos que tivermos é sem duvida inutil o que vocês querem é formar um curral eleitoral então parabens porque estã conseguindo tenho profunda tristeza pelo que o governo decide sem pensar nas consequencias e como será a realidade do Brasil com isso que voc^s estão fazendo há alunos do ensino fundamental que não sabem se quer ler quanto mais interpretar textos por favor nos respeitem se é que realmente existe democracia sou totalmente contra se fizerem uma eleição essa porcaria acaba !!! sera que temos esse direito???? ou temos que obedecer e nos calar?

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  • 25/05/11 às 23h15
  • Por: Dulce Joana Weirich

Sou totalmente contra. Entendo que o aluno só deve ser aprovado se conseguir apropriar-se dos conhecimentos básicos necessários. Um aluno de primeiro ano que passa para o segundo sem estar alfabetizado, terá enormes dificuldades em acompanhar a evolução da turma e dificilmente conseguirá superar suas dificuldades. No entanto, se permanecer no primeiro terá muito mais possbilidades de evoluir em seu processo de leitura e escrita.

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  • 26/05/11 às 09h15
  • Por: solange

sou contra , as crianças tem que ter um alicerce uma base pra poder seguir em frente.
não vivemos num pais democratico!!!
democracia é uma mentira!!!
pois eles estão fazendo tudo com intenção de votos pois se jovens do ensino medio não sabem ao menos interpretar textos; como vão entender as propostas dos candidatos ?
pra eles é melhor assim não é?
quanto mais burrinhos melhor !!! assim não existira ninguem para substitui-los !!!! e continuaremos a merce desses politiqueiros!!!!!!!!!

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  • 03/01/12 às 16h15
  • Por: DANIELA

Sou totalmente contra esta medida, se o ensino nos dias atuais não é levado a sério por muitos estudantes, imagina com esta nova ideia, os anos iniciais são a base de uma estrutura que se formará, se a base não está bem realizada o restante estará pra sempre comprometido.

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  • 02/03/12 às 20h15
  • Por: SILVANA HELENA

Concordo com a progressão pois como já foi dito e muito bem dito, as crianças perdem o estímulo pela aprendizagem no caso de uma reprovação o aluno pensa "meu amiguinho é melhor do que eu " então começa a sentir se incapaz.

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  • 02/12/12 às 20h30
  • Por: luciana

sou contra porque percebe-se na prática que nossos alunos se sentem amparados pelo sistema e não se preocupam em se dedicar aos estudos, pela certeza da aprovação automática. De que adianta reprovar apenas ao fim do ciclo, é certo que é só um adiamento da reprovação. O aluno não sabe hj, vai para a série seguinte e não consegue acompanhar os colegas, e acaba aumentando seu desconhecimento e seu desinteresse. E nós professores? Trabalhamos o ano todo com o aluno, identificamos suas dificuldades e defasagens e ao final do processo, somos obrigados a seguir um sistema que oferece aos aluno o fracasso escolar. Que pena.

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  • 10/09/14 às 08h45
  • Por: Leda de Oliveira

Eu sou totalmente contra a "Progressão Continuada", porque, simplesmente, estamos no Brasil, na "Lei do Gerson", que está tão viva, mais viva do que nunca...

A tal "progressão continuada", aqui no Brasil é efetivamente, somente "aprovação automática".

Para se ter uma IDÈIA, ela não se aplica ao ENSINO MÉDIO, mas boa parte das escolas e Diretorias de Ensino estenderam, por causa do tão famoso BÔNUS.

Esse é o Brasil, sempre querendo mapear a realidade - é claro que se não há repetência, não há índice de reprovação.

Avanço teve na estupidez humana pela tão conhecida e causadora de tanto caos: a Santa Ignorância.

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  • 09/03/15 às 11h00
  • Por: luiz guilherme flor

eu sou contra a lei escolar de pagar progressão ele so atrapalha vida do aluno so traz prejuízo para aluno não tem necessário de continuar com esse progressão so atrapalha estudo do aluno

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  • 16/12/15 às 23h00
  • Por: Vagner matos

Sou professor de Ensino Médio e percebo a cada ano o fracasso da educação. Alunos chegam do fundamental sem se quer saber a tabuada e muito menos interpretar um texto pequeno, aí vem o abacaxi pra nós descascar . Isso é um absurdo, o que vai constranger o aluno ... passar sem saber ou repetir de ano?

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