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Poderá o livro digital substituir o impresso?

  • 25/10/10 às 10h15

Livros fazem parte da cultura humana desde a antiguidade. De lá para cá, passaram-se milhares de anos em que o formato “papel e tinta” permaneceu soberano e praticamente inalterado.

Porém, a partir do último terço do século XX, este formato recebeu um forte concorrente: o livro digital. A situação se intensificou ainda mais neste começo de século XXI, com o advento de produtos que facilitam a leitura de e-books, como Kindle, iPad, palmtops e até telefones celulares.

Na sua opinião, até que ponto esses produtos representam reais candidatos a substitutos dos livros? Qual você acha que é o futuro dos livros e das bibliotecas na era da tecnologia?

 

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  • 26/10/10 às 17h15
  • Por: Marco Petucco Junior

Devido a sua praticidade, eu acho que o livro eletrônico tende muito mais a expandir o acesso à leitura entre pessoas que não têm o hábito de folhear um livro (e estão mais acostumadas com o uso das novas tecnologias) do que, de fato, ameaçar ou substituir o livro impresso.

Quem sempre gostou de livros não vai deixar de comprar a versão impressa de seus livros preferidos, ainda que possuam a versão digital.

É apenas um novo caminho que se abre, pois há espaço para todos.

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  • 09/03/11 às 16h45
  • Por: Luiza Shimada

O livro digital tornou-se uma alternativa para muitos leitores que apreciam a versatilidade oferecida pela tecnologia da informação. Ideal para leituras rápidas e proporciona o acesso ao acervo de sua biblioteca de qualquer lugar do planeta, bastanto ter o aparelho leitor de e-books e armazenado nele os seus livros preferidos. Acredita-se que os livros digitais venham apenas a acrescentar o nosso acervo físico, facilitando a leitura pelo meio digital, quando estamos impedidos de manusear ou mesmo locomover com os nossos livros. O livro ainda nos instiga pela sua capa, pelo seu formato, queremos poder apalpá-lo e colocar na estante e depois quem sabe, ser acolhido por um outro leitor. Temos leitores distintos, com gostos diferentes. O livro digital quanto o físico, caminharão em paralelo atendendo a demanda dos mais variados tipos de leitores.

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  • 15/03/11 às 19h00
  • Por: José da Silva SERÁFICO de Assis Carvalho

Faz pouco tempo, abalou-me uma dúvida: qual será o destino da media impressa, livros e jornais, em especial? Leitor contumaz, desde a infância, acostumei-me ao livro impresso. Acreditava que nada o substituirá, inclusive porque tenho o hábito de fazer anotações nas margens das páginas e, para mim como para os leitores habituais, há certo prazer no folhear as páginas. Observando as crianças de hoje (meus netos e seus colegas), começo a tremer nas bases. A geração que se forma agora, dispõe de computadores que lhe permitem fazer anotações laterais, com a vantagem de serem mais facilmente localizadas, quando se as busca. O IPad permite "folhear" o livro eletrônico. Então, abandonado o costume de ler livros impressos, prevalecerão os meios eletrônicos, que ainda trazem a vantagem de não ocupar muito espaço. Ou, melhor dizendo, seu espaço é virtual.
O livro impresso, suspeito, passará a ser objeto de colecionadores. Eu, com certeza, no meio deles.
Quanto aos jornais, vejo se transformarem em meros folhetos propagandísticos de toda sorte de bens materiais (carros, apartamentos, objetos eletrônicos etc.). Foi-se o tempo em que formavam opinião. Passaram a formar consumidores, apenas.

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  • 20/03/11 às 16h45
  • Por: Alec Silva

Talvez substitua, o que pode ser ruim ou não. O fato seria questionar os direitos autorais, pois uma vez sendo um livro digital, poderá haver certa facilidade em se produzir cópias não autorizadas, o que fará tais direitos serem violados.
A questão envolve ainda a chamada acessibilidade. Uma vez tendo o impresso desaparecido, o digital será mais voltado a quem?

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  • 21/06/11 às 14h30
  • Por: Regina Midori

Sem dúvida! É o fator EVOLUÇÃO. A pedra foi subistituida pelo papiro, que foi substituido pelos livros impressos e que agora os digitais o fazem. Sem esquecer, ainda, do fator SUSTENTABILIDADE.

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  • 21/06/11 às 16h45
  • Por: josé seráfico

Na verdade, acredito que o livro impresso persistirá. Ganhará, todavia, o caráter de objeto de colecionador, como as peças de antiquário. Sempre haverá os que, como eu, preferirão folhear o livro, ao invés de correr o dedo sobre uma tela de computador, por menor que seja este. Nesse sentido, o livro não será substituído, mas terá uso paralelo, em relação às outras media.
Sequer me preocupam os problemas ligados ao direito de propriedade intelectual. Esta, ao que me parece, é um despropósito, quando as mais respeitadas teses o são pela quantidade de referências bibliográficas listadas. Toda ciência, toda arte (menos essa que aquela, reconheço) surgem de algo já produzido. Assim, arte e ciência (aquela menos que esta) são produto coletivo. Escolher um só para fazer dele o dono do cohecimento parece-me próprio de uma sociedade que subjuga o ser ao ter.

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