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O desafio de ampliar e integrar


Publicado em 23/09/11 às 10h45 envie a um amigoenvie para um amigo

O investimento social privado dos institutos e fundações ligados à iniciativa privada está diante de um grande desafio: direcionar as ações para o desenvolvimento dos territórios onde as unidades de negócio estão instaladas, evitando o que chamamos de vazamento do crescimento econômico.

Já imaginaram o que representa, em termos de custo para uma empresa, contratar colaboradores de regiões muito distantes das unidades industriais? Ou o que significa buscar fornecedores em outros estados para a manutenção de máquinas, por exemplo? Quando isso ocorre, significa que aquela comunidade não faz sentido para o negócio, pois os recursos que ela consegue oferecer são escassos – ficando, muitas vezes, restrito apenas aos recursos naturais. Por outro lado, significa também que a empresa não faz sentido para aquela comunidade, pois não consegue gerar empregos e impostos, aumentar a renda per capita e atrair novos investidores, por exemplo. Essa relação passa a ser predatória e não sustentável, pois negócio bom tem de ser aquele que favorece a todas as partes envolvidas.

Traduzindo, quando a empresa, por meio dos seus institutos e fundações, define, de maneira integrada com os municípios, investimentos em saúde, educação, desenvolvimento de empreendedores e infraestrutura, ela não apenas está colaborando com o desenvolvimento das localidades onde está inserida e contribuindo com a qualidade de vida da população local, mas também ampliando o desenvolvimento do negócio, pois aumenta a capacidade de atração e manutenção de mão de obra, a possibilidade de contar com fornecedores locais e, principalmente contar com funcionários da região.

No interior do estado de Tocantins, a Fundação Bunge está trabalhando com esse modelo de investimento social com o projeto Comunidade Integrada, desenvolvido nos municípios de Pedro Afonso, Bom Jesus do Tocantins e Tupirama. Trata-se de um programa de desenvolvimento territorial sustentável, que contempla a realização de diagnósticos e estudos socioeconômicos, além de um Plano de Gestão Integrada, a fim de orientar o investimento social privado, de forma articulada e integrada com as comunidades e necessidades de cada território, com ações desenvolvidas em três frentes: relacionamento com a comunidade, desenvolvimento humano e social e apoio à gestão pública. Todo esse trabalho é planejado e articulado com o que chamamos de Grupo de Trabalho Consorciado. São representantes das comunidades locais que nos ajudam a definir e implementar as melhorias que querem para as suas regiões.

E engana-se quem pensa que as comunidades não sabem apontar caminhos, arregaçar as mangas e dizer o que querem. O que falta a elas é oportunidade.

Por Cláudia Buzzette Calais - Diretora Executiva da Fundação Bunge



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