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Construções Sustentáveis


Publicado em 08/06/11 às 14h45 envie a um amigoenvie para um amigo

Os edifícios – em sua forma, usos e funções – são parte de um contexto sócio-econômico-cultural que está em constante mudança. Desde a adequação da moradia provocada pela revolução industrial, novos conceitos de construções vêm sendo apresentados, considerando saúde, funcionalidade, flexibilidade e processos construtivos.

Devido a recentes eventos históricos, como os atuais debates sobre os limites de crescimento do planeta, os projetos de construções passaram a incorporar mais um aspecto: o da sustentabilidade. Afinal, atualmente, cerca de 40% da emissão mundial de gases de efeito estufa estão associados à construção civil.

A compreensão a respeito do chamado desenvolvimento sustentável (e do próprio conceito de sustentabilidade) torna-se mais abrangente a cada dia. Ela não mais se restringe ao problema do aquecimento global, ou à participação energética proveniente da construção civil. Pelo contrário, cada segmento econômico está intimado a apresentar a sua contribuição, motivo pelo qual é cada vez mais comum a organização setorial de câmaras técnicas sobre o tema. A pena pela omissão tende a ser severa, com possibilidade de forte retração na atividade sócio-econômica global.

No caso da construção de espaços para moradia ou serviços de menor complexidade (como escolas que não requerem aplicações especializadas), é possível o abatimento mínimo de cerca de 20% das emissões por meio da aplicação de conceitos de racionalização de materiais, energia e recursos. O estabelecimento de um projeto conceitual pautado sobre aspectos de sustentabilidade, antes mesmo do projeto arquitetônico, tende a otimizar esses resultados.

Uma experiência positiva nesse sentido é o projeto de escola sustentável para fundação Bunge, desenvolvido pelo escritório Indio da Costa AUDT com nossa consultoria. Partindo de uma conceituação clara e pré-definida, foi possível, sem prejudicar as premissas de conforto e qualidade, chegar a um resultado de projeto que gerasse o mínimo de cargas residuais durante a implantação e o uso (resíduos sólidos, gases de efeito estufa, efluentes líquidos, energia, mão-de-obra e manutenção). No projeto conceitual da escola, abordamos os seguintes aspectos:

• Balanços de massa e energia sobre o edifício, definindo potenciais de redução de emissões residuais de gases, consumo energético e efluentes líquidos;
• Materiais de construção apropriados, respeitando aspectos de sustentabilidade;
• Otimização do uso de recursos naturais por meio do melhoramento da relação do edifício com o entorno (água e energia);
• Minimização das emissões – GEE, emissões gasosas, efluentes líquidos e resíduos sólidos;
• Conforto e qualidade.

No resultado final alcançado pelo conceito, conseguimos uma redução de 50% em relação aos edifícios comuns nos índices de emissão de gás carbônico para a implantação do edifício-escola – resultados efetivamente promissores. Essa diferença mostra que é real a possibilidade de redução de emissões na construção civil, desde que se adotem novos modelos de edificações, contribuindo amplamente para a redução do aquecimento global.

Por Renan Lindner, Engenheiro Químico da OA Engenharia
Colaboração: João Maró, Arquiteto do escritório Indio da Costa AUDT



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