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Mediação de Leitura


Publicado em 16/04/12 às 10h00 envie a um amigoenvie para um amigo

Uma recente pesquisa apresentada pelo Instituto Pró-Livro, Retratos da Leitura no Brasil, mostra o comportamento leitor do brasileiro e nos dá subsídios para traçar diretrizes de como atuar neste universo para desenvolver o hábito de ler.

Uma questão que se destaca é que 64% dos participantes da pesquisa concordam que “ler pode fazer a diferença para a pessoa vencer na vida e melhorar sua situação econômica”. Mas 30% disseram que não gostam de ler, 37% gostam um pouco e 25% não gostam muito. Ou seja, o brasileiro reconhece a importância da leitura, mas considera a atividade desinteressante.

A pesquisa também chama atenção no que se refere a “quem mais influenciou os leitores a ler”. Neste contexto temos a professora (com 45%), a mãe (43%) e o pai (17%) exercendo esta influência.

Esses dados nos mostram o importante papel que exerce o mediador de leitura, neste caso, as instituições escola e família. Mais do que isso. Mostram que a mediação de leitura pode ocorrer muito antes de a criança ser alfabetizada, nos primeiros anos de vida, com a mãe e o pai exercendo papel fundamental na formação do futuro leitor.

Quanto mais cedo se der o início deste processo, maiores serão as possibilidades de a criança se tornar uma leitora. A leitura é um processo interativo, um hábito afetivo que possibilita contato com o outro. A leitura amplia o vocabulário, desenvolve a criatividade e possibilita uma melhor comunicação, além de ser uma fonte de cultura, conhecimento e construção de significados.

A mediação de leitura envolve emoção, carinho, paixão, e vai muito além da obrigação, da educação formal. Ela deve ser descontraída, prazerosa. Como dizia Paulo Freire, “é preciso que a leitura seja um ato de amor”.

O grande desafio do mediador de leitura é aproximar o leitor do livro. Para despertar este interesse e incentivar uma criança a ler, tem que gostar e acreditar que se pode transmitir algo. E este processo somente se consolida na medida em que se estabelece um estreitamento de vínculos nesta relação e o mediador compartilha suas experiências de forma prazerosa.

Há várias iniciativas com o propósito de intensificar o hábito da leitura, envolvendo o poder público, a iniciativa privada e organizações da sociedade civil. Formar leitores é um dos desafios da nossa educação. Desafio que precisa ser enfrentado, porque a leitura é um meio de se formar cidadãos. Cidadãos conscientes, protagonistas de sua história e engajados com ideias para um mundo mais sustentável.

Por Cecília Carvalho, coordenadora de projetos da Fundação Bunge



ComentáriosComentar

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Enviado em 17/04/12 às 13h12

Udineide Ribeiro

udineide10@hotmail.com

Cecilia,
Parabéns e obrigada por compartilhar esse texto prazeroso e informativo. A boa mediação de leitura pode fazer toda diferença para um país de novos leitores e essa ação não é tão simples quanto parece, mais é possível de ser realizada.

Enviado em 18/04/12 às 07h34

Marilda Gimenez

marilda.gimenez@bunge.com

Cecilia,
Parabéns pelo artigo.. Isso é um fato e nos mostra o quanto estamos no caminho certo e sempre fazermos a diferença na vida de tantas crianças...

Adorei....

Enviado em 04/11/12 às 15h05

Rita Margarete

ritamargarete63@gmail.com

Cecília, saudades!
Adorei saber que a Fundação Bunge permanece nesta luta. Parabéns pela síntese que você fez. Aqui em Salvador estamos sustentamos a bandeira pela formação de leitores por meio da EMredando Leituras.
Bj

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