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Arquivo de Agosto de 2010

"O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente.”


Publicado em 30/08/10 às 10h30 envie a um amigoenvie para um amigo

"O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente.” Mario Quintana

Desde 2009, o Historiador que, no Brasil, atua sem profissão regulamentada, tem um dia nacional para comemorar – 19 de agosto – dado em homenagem a data de nascimento de Joaquim Nabuco.

A História é uma disciplina que está presente em todas as outras formas de pensamento, seja científico ou não. Todas as manifestações que são passíveis de serem analisadas, também podem ser historiadas. Várias outras profissões e as próprias ciências humanas, exatas e biológicas se valem da História como forma de situar um fenômeno no tempo e no espaço partindo, em geral, da gênese do que se observa até as mais recentes conquistas.

Formalizada da maneira tal qual a conhecemos no Século XIX, os historiadores buscavam, então, conquistar para a história o status de ciência. Para isso, aplicaram teorias e métodos de análise que advinham das ciências exatas e biológicas, por meio das quais buscavam estabelecer padrões e taxonomias e a verificação de circunstâncias e sintomas que facilitassem a análise e prospecção de futuro. Atualmente, existem variadas correntes históricas que, mais do que as grandes narrativas, privilegiam formas de observação da vida cotidiana e seus elementos tais como a micro-historia, a historia cultural, a história do cotidiano entre outras.

Em correlação com outras ciências, o Historiador de formação acadêmica tem um interessante e, cada vez mais expandido mercado profissional. Em oposição ao senso comum que imagina que o historiador lida com um passado pronto e acabado, sua função está vinculada com o lançamento de novas bases de atuação para o futuro tendo como ponto de inflexão as experiências ocorridas e as múltiplas interpretações que a elas se pode dar.

Portanto, mais do que com fatos, o historiador lida com as diferentes formas de abordagem sobre os mesmos, levando-o a interpretar processos que interagem entre si e configuram o presente em seus vários aspectos sociais, econômicos, políticos, morais e éticos.

Por isso, a História tem por objeto o que temos de essencial e que nos distingue de todas as outras formas de existência: nosso próprio sentido de humanidade e a busca de compreensão sobre nossa presença na vida.

Por Marilucia Bottallo, coordenadora do Centro de Memória Bunge

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