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Arquivo de Fevereiro de 2011

Cyberbullying


Publicado em 28/02/11 às 14h00 envie a um amigoenvie para um amigo

Atualmente, vivemos na Era da Informação e do Conhecimento, onde a tecnologia se faz presente na vida de milhares de pessoas de diferentes faixas etárias. O fácil acesso à tecnologia e o mau uso destes recursos vêm abrindo portas para um tipo de agressão chamado Cyberbullying.

O cyberbullying ou “bullying virtual” é uma modalidade do bullying que utiliza os meios de comunicação mais modernos e com a mais avançada tecnologia para constranger, humilhar e maltratar suas vítimas, que na grande maioria das vezes são adolescentes. Um tipo de violência silenciosa, que aos olhos de algumas pessoas parece inofensiva, mas que pode trazer sérias consequências para quem a sofre.

O cyberbullying vem ganhando a preocupação de pais e professores, devido às consequências devastadoras e à multiplicação do sofrimento que causa às suas vítimas, tendo em vista que este tipo de violência ultrapassa as fronteiras da escola e os pontos de encontro e convivência entre os jovens e adolescentes. O que acontece é que, no cyberbullying, as vítimas não conseguem identificar o seu agressor, que faz do sigilo de sua identidade um poderoso aliado para suas maldades.

O que os professores e pais precisam compreender é que as consequências psicológicas deste tipo de violência são incalculáveis. Um adolescente vítima de cyberbullying não tem como sair ileso das maldades envolvendo seu nome e imagem na rede mundial, perante a sociedade e a família. Dependendo do grau das agressões, a vítima terá sua autoestima abalada, envolvida por sentimentos de medo e ansiedade, podendo até mesmo desenvolver quadros depressivos, comprometimento da aprendizagem e isolamento social.

Podemos observar que este tipo de agressão vem crescendo a cada dia em diversos países e, como maneira de prevenção e conscientização, a escola, os pais e os educadores precisam se unir, desenvolvendo estratégias de enfrentamento para este tipo de agressão.

Cabe à escola proporcionar aos seus educadores o conhecimento necessário por meio de capacitação continuada, para que sejam capazes de identificar, intervir e prevenir o bullying, seja ele por meio da tecnologia ou não. A escola não pode se omitir e deve estar munida de todas as informações sobre a agressão, para que possa resolver os casos e não correr o risco de encaminhamentos e intervenções equivocadas. Isto pode ser feito em parcerias com órgãos competentes, como o Conselho Tutelar e a Promotoria da Infância e Adolescência.

Aos pais, fica a missão de orientar seus filhos sobre o uso consciente da tecnologia a partir da formação de valores e respeito ao próximo. Monitorar o uso da internet e dos equipamentos utilizados pelo adolescente é uma forma defender as vítimas do cyberbullying e também de intervenção caso o seu filho seja o agressor.

Por Denise Marcon, Psicóloga e Tutora do Portal Educação.

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